No caso das cooperativas agropecu\u00e1rias paranaenses, mais de 80% do custeio da lavoura de milho ocorre via Manual de Cr\u00e9dito Rural (MCR), do Banco Central do Brasil (BCB), que prev\u00ea o montante de at\u00e9 R$ 1,2 milh\u00e3o por mutu\u00e1rio e por safra.<\/span><\/p>\n
Conforme consta no cap\u00edtulo 3 \u2013 MCR 3-2-5 \u2013, a taxa de juros \u00e9 de 7,5% a.a. para mutu\u00e1rios enquadrados no Programa Nacional de apoio ao m\u00e9dio Produtor rural (Pronamp\/BNDES) e de 8,75% a.a. para demais produtores. <\/span><\/p>\n
No cap\u00edtulo 5 do MCR h\u00e1, tamb\u00e9m, o cr\u00e9dito para aquisi\u00e7\u00e3o de insumos e de bens para fornecimento a cooperados com recurso controlado, limitado por ano agr\u00edcola a R$ 500 mil por cooperado. <\/span><\/p>\n
As cooperativas, com atua\u00e7\u00f5es em toda a cadeia produtiva do milho<\/strong><\/a>, conseguem levantar a demanda por recursos dos cooperados que cultivam o cereal, o suporte atrav\u00e9s da assist\u00eancia t\u00e9cnica que conta com mais de 2.200 profissionais \u2013 1.500 engenheiros agr\u00f4nomos \u2013 fazem a transfer\u00eancia de tecnologia, via extens\u00e3o rural e assessoramento t\u00e9cnico de planejamento da produ\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n
Nas regi\u00f5es do estado com forte participa\u00e7\u00e3o de cooperativas, os fertilizantes<\/strong><\/a>, sementes, herbicidas<\/strong><\/a>, inseticidas e fungicidas necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do milho chegam aos produtores em condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas quando comparadas a regi\u00f5es em que as cooperativas t\u00eam menor presen\u00e7a. <\/span><\/p>\n
Para o agroneg\u00f3cio brasileiro <\/span>“Barter”<\/span><\/i>, representa um mecanismo de financiamento de safras<\/strong> consistente na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos agr\u00edcolas pelo produtor rural, junto \u00e0s agroind\u00fastrias, ind\u00fastrias de insumos, tradings, exportadoras ou distribuidoras de insumo, para pagamento, no per\u00edodo p\u00f3s safra, com o pr\u00f3prio produto de sua safra. <\/span><\/p>\n
Logo, o <\/span>barter<\/span><\/i> \u00e9 a troca de insumos para produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola normalmente adquiridos antes do plantio, para utiliza\u00e7\u00e3o, na pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, com pagamento a ser realizado posteriormente \u00e0 colheita<\/strong><\/a>, utilizando-se como moeda, parte dos mesmos produtos colhidos.<\/span><\/p>\n
O <\/span>barter<\/span><\/i> surgiu no Brasil no in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, com o interesse das <\/span>tradings<\/span><\/i> (empresas comercializadoras de gr\u00e3os) em neg\u00f3cios de compra e venda de soja no Centro-Oeste. <\/span><\/p>\n
Atualmente, \u00e9 um mecanismo muito reivindicado por produtores agr\u00edcolas em fun\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a negocial e da prote\u00e7\u00e3o contra oscila\u00e7\u00f5es cambiais ou de pre\u00e7o das commodities agr\u00edcolas<\/strong> produzidas e previamente negociadas.<\/span><\/p>\n
Normalmente, a liquida\u00e7\u00e3o financeira do <\/span>barter<\/span><\/i> \u00e9 feita diretamente pela parte interessada nos produtos agropecu\u00e1rios, e como o pagamento ocorre somente a longo prazo, ap\u00f3s a colheita e entrega dos produtos, normalmente a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 estruturada por um banco que antecipa os recursos ao fornecedor de insumos. <\/span><\/p>\n
Ap\u00f3s o recebimento dos gr\u00e3os, as empresas que forneceram os insumos os direcionam \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o ou \u00e0 ind\u00fastria, que, por sua vez, quitam a opera\u00e7\u00e3o financeira junto aos bancos.<\/span><\/p>\n
Um dos grandes diferenciais das opera\u00e7\u00f5es envolvendo <\/span>barter<\/span><\/i> \u00e9 o travamento de pre\u00e7os (<\/span>hedge<\/span><\/i>), estrat\u00e9gia de negocia\u00e7\u00e3o que significa a garantia de margem de lucro<\/strong><\/a> para todos os envolvidos. <\/span><\/p>\n
O <\/span>barter<\/span><\/i> vem ganhando tanta for\u00e7a no mercado brasileiro e as modalidades de opera\u00e7\u00f5es j\u00e1 s\u00e3o tantas, que os “<\/span>offtakers<\/span><\/i>” v\u00eam oferecendo ao mercado os chamados “pacotes tecnol\u00f3gicos” como forma de facilitar a venda de insumos aos fornecedores e a compra da produ\u00e7\u00e3o pelos compradores de gr\u00e3os em uma mesma opera\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n
Esses “pacotes tecnol\u00f3gicos” s\u00e3o formados por um determinado grupo de insumos necess\u00e1rios ao cultivo da lavoura, por exemplo: um pacote formado por sementes, herbicidas e fungicidas (dentre outros produtos e servi\u00e7os), em contrapartida, de um n\u00famero previamente estipulado de sacas de gr\u00e3os a ser colhido.<\/span><\/p>\n
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela est\u00e1 propensa a passar ou mesmo tomar a decis\u00e3o segura de qual o melhor insumo para sua regi\u00e3o, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?<\/span><\/p>\n
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