Todos esses fatores s\u00e3o levados em considera\u00e7\u00e3o quando se faz o manejo integrado de pragas – MIP.<\/span><\/p>\n
Sendo assim, visando o controle dessas pragas de in\u00edcio de ciclo, devemos iniciar considerando qual a cultura ou quais as culturas que haviam anteriormente na \u00e1rea, seja na safra ver\u00e3o ou na segunda safra.<\/span><\/p>\n
No per\u00edodo de entre safra alguns insetos possuem a capacidade de reduzir seu metabolismo para proporcionar um menor gasto de energia<\/strong>, alongando assim as suas fases at\u00e9 que as condi\u00e7\u00f5es fiquem prop\u00edcias para a reprodu\u00e7\u00e3o, esse per\u00edodo \u00e9 conhecido como diapausa. <\/span><\/p>\n
Dessa forma devemos realizar amostragens nas \u00e1reas pr\u00e9-desseca\u00e7\u00e3o para verificar a necessidade de uso de inseticidas e essa preocupa\u00e7\u00e3o aumenta se a densidade populacional da praga j\u00e1 foi alta na cultura anterior.\u00a0<\/span><\/p>\n
Podemos optar pelo uso de inseticidas ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o das plantas<\/strong><\/a>, no caso do milho que sofre muito com ataque de <\/span>percevejo barriga verde e o marrom<\/b><\/a> (<\/span>Dichelops sp. e Euschistus heros<\/span><\/i> respectivamente), pois com a suc\u00e7\u00e3o da seiva a toxina \u00e9 injetada na planta, que se torna raqu\u00edtica e emite perfilhos n\u00e3o produtivos.<\/span><\/p>\n
Assim a alta densidade pode justificar-se na segunda safra por termos tido uma infesta\u00e7\u00e3o no final do ciclo da soja, e no milho ver\u00e3o podemos justificar pela presen\u00e7a de plantas daninhas<\/strong><\/a> hospedeiras, como a trapoeraba (<\/span>Commelina sp<\/span><\/i>.), Capim carrapicho (<\/span>Cenchrus echinatus<\/span><\/i>), Malva (<\/span>Sida cordifolia<\/span><\/i>) e tamb\u00e9m em \u00e1reas onde t\u00ednhamos trigo anteriormente. <\/span><\/p>\n
Percevejo barriga verde em plantas de milho – Fonte: Arquivo pessoal<\/span><\/p>\n
Outra praga bastante comum no in\u00edcio do estabelecimento da cultura do milho \u00e9 a <\/span>lagarta do cartucho<\/b> (<\/span>Spodoptera frugiperda<\/span><\/i>) com h\u00e1bito de lagarta rosca. Essas lagartas geralmente de 5\u00b0 instar causam problemas na fase inicial da cultura do milho, podendo alimentar de pl\u00e2ntulas jovens e causando redu\u00e7\u00e3o de estande, apesar do ponto de crescimento da planta n\u00e3o ser afetado h\u00e1 uma grande redu\u00e7\u00e3o no desenvolvimento da planta<\/strong>, abre uma entrada para pat\u00f3genos.<\/span><\/p>\n
Al\u00e9m disso o tratamento de sementes e a prote\u00edna Bt nesses casos n\u00e3o oferece um controle efetivo, pois lagartas j\u00e1 nesses instares s\u00e3o dificilmente controladas por meio dessas ferramentas de manejo<\/strong>, necessitando-se assim um monitoramento na pr\u00e9 desseca\u00e7\u00e3o, principalmente em \u00e1reas com plantas \u201ctigueras\u201d de milho e com plantas daninhas que oferecem abrigo para a Spodoptera, que assim permanece \u00e0 espera da pr\u00f3xima safra.<\/span><\/p>\n
Da mesma forma em que o percevejo, o recomendado \u00e9 se atentar ao hist\u00f3rico da \u00e1rea em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 praga e qual cultura antecedeu o cultivo do milho a ser plantado, e tomar a decis\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o de piretr\u00f3ides, clorpirif\u00f3s ou carbamatos no in\u00edcio da cultura, com essa aplica\u00e7\u00e3o, visando a Spodoptera, temos como adicional o efeito sobre a lagarta elasmo (<\/span>Elasmopalpus lignosellus<\/span><\/i>), que causa o \u201ccora\u00e7\u00e3o morto\u201d. <\/span><\/p>\n
Outro ponto bastante interessante \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o da desseca\u00e7\u00e3o antecipada, em \u00e1reas que o regime de chuvas permite, para que haja a retirada de hospedeiros alternativos para a praga. Esse tipo de desseca\u00e7\u00e3o pode auxiliar no controle n\u00e3o s\u00f3 da <\/span>lagarta do cartucho<\/b> como tamb\u00e9m a lagarta rosca (<\/span>Agrotis ipsilon<\/span><\/i>) e at\u00e9 mesmo os percevejos.<\/span><\/p>\n
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Postura e lagartas em 3\u00ba instar de Spodoptera Frugiperda em planta de milho na pr\u00e9-desseca\u00e7\u00e3o – Fonte: Arquivo pessoal<\/span><\/p>\n
Apesar da baixa resposta de controle ao tratamento de sementes para essas pragas em alta densidade populacional, recomenda-se a utiliza\u00e7\u00e3o do mesmo, pois o tratamento de semente tem efeito sobre pragas que podem ser importantes em algumas regi\u00f5es<\/strong>, como a larva alfinete (Diabrotica speciosa), aos cole\u00f3pteros conhecidos popularmente como cor\u00f3s ou bicho bolo (Phyllophaga spp., Cyclocephala spp.e Diloboderus abderus) e a lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus) que \u00e9 mais comum em solos arenosos.<\/span><\/p>\n
Pensando no manejo do Percevejo barriga verde e cor\u00f3s podemos utilizar a Clotianidina a 42 ml\/i.a. para 60.000 sementes, outro produto que pode ser usado no TS \u00e9 o Clorantraniliprole de 30 a 45 ml\/i.a. para 60.000 sementes, com o intuito de controle do cor\u00f3, elasmo, lagarta rosca e lagarta do cartucho em instares menores que venham raspar as folhas no in\u00edcio da cultura.<\/span><\/p>\n
A partir desse manejo de controle \u00e9 poss\u00edvel o estabelecimento de uma lavoura com um bom estande de plantas no in\u00edcio do ciclo, o que \u00e9 de suma import\u00e2ncia quando queremos atingir altos tetos produtivos. <\/span><\/p>\n
O per\u00edodo entre a germina\u00e7\u00e3o e o fechamento de linhas reflete tanto na produ\u00e7\u00e3o, quanto outras fases importantes como o florescimento e fecunda\u00e7\u00e3o, ainda mais quando se trata da cultura do milho<\/strong><\/a> onde a perda de uma planta por metro j\u00e1 reflete muito no estande final e proporciona entrada de luz, aumentando a germina\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de plantas daninhas. <\/span><\/p>\n
Como saber exatamente o que sua lavoura precisa, pelo que ela est\u00e1 propensa a passar ou mesmo tomar a decis\u00e3o segura de qual o melhor insumo para sua regi\u00e3o, fase da cultura ou simplesmente a realidade da sua fazenda?<\/span><\/p>\n
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