A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis)<\/i>\u00a0\u00e9 vetor de tr\u00eas pat\u00f3genos na cultura do milho<\/span>: Spiroplasma kunkelli<\/i> (CSS-corn stunt spiroplasma<\/i>), o fitoplasma do milho (MBSP-maize bushy stunt phytoplasma<\/i>) e o v\u00edrus do raiado fino (MRFV-maize rayado fino virus).<\/i><\/p>\n
O aumento da \u00e1rea cultivada com milho<\/strong><\/a> e a redu\u00e7\u00e3o da sazonalidade de seu cultivo, t\u00eam destacado a cigarrinha Dalbulus maidis<\/i> com import\u00e2ncia relativa de pragas e doen\u00e7as.<\/p>\n
Os sintomas dos enfezamentos manifestam-se em maior intensidade na fase de produ\u00e7\u00e3o das plantas de milho<\/strong>, por\u00e9m pode se manifestar na fase vegetativa quando o hospedeiro se encontra sob grande press\u00e3o desde a emerg\u00eancia, ou na fase de florescimento.\u00a0<\/span><\/p>\n
O enfezamento p\u00e1lido<\/strong>, caracteriza-se pelas manchas clor\u00f3ticas e independentes, produzidas na base das folhas, posteriormente coalescem e formam bandas grandes; os entre n\u00f3s se desenvolvem menos e a planta tem altura reduzida.\u00a0<\/span><\/p>\n
O enfezamento vermelho<\/strong>, caracteriza-se pela severidade dos sintomas na planta com incid\u00eancia do enfezamento e pela maior intensidade da cor vermelha, que chega a ser p\u00farpura nas folhas mais velhas, e por abundante perfilhamento nas axilas foliares e na base das plantas.\u00a0<\/span><\/p>\n
Os sintomas do MRFV<\/strong> consistem na ocorr\u00eancia de pontos clor\u00f3ticos, manchas, ou linhas-curtas, distribu\u00eddas, de forma uniforme na parte superior de folhas jovens, e geralmente nas nervuras secund\u00e1rias e terci\u00e1rias. <\/span><\/p>\n
Com o passar do tempo os pontos tornam-se mais numerosos e coalescem, ao longo das nervuras formando riscas com mais de 10 cm de comprimento<\/strong>, podendo ser facilmente observadas quando colocadas contra a luz.<\/span><\/p>\n
Na literatura s\u00e3o citadas como plantas hospedeiras de <\/span>D. maidis<\/span><\/i>: milho (<\/span>Zea mays<\/span><\/i>), tripsacum (<\/span>Tripsacum dactiloides<\/span><\/i>) teosinto (<\/span>Euchlaena mexicana<\/span><\/i>), sorgo (<\/span>Sorghum bicolor<\/span><\/i>), braqui\u00e1ria ruziziensis (<\/span>Urochloa <\/span><\/i>ruziziensis) e milheto (<\/span>Pennisetum glaucum<\/span><\/i>). <\/span><\/p>\n
Os ovos de <\/span>D. maidis<\/span><\/i> podem ser depositados de forma isolada, em pares ou em grupos de cinco ou seis na superf\u00edcie superior das folhas, sendo inseridos nos tecidos da planta, de prefer\u00eancia na metade basal das primeiras folhas das plantas jovens. <\/span><\/p>\n
As ninfas se alimentam da seiva da planta e dificilmente abandonam o s\u00edtio de alimenta\u00e7\u00e3o durante o seu desenvolvimento, sendo que ap\u00f3s a muda \u00e9 f\u00e1cil a observa\u00e7\u00e3o das ex\u00favias presas nas folhas.<\/span><\/p>\n
A dura\u00e7\u00e3o dos est\u00e1dios ninfais de <\/span>D. maidis<\/span><\/i> varia com a temperatura. A 23,4\u00b0C e 83 % UR, os \u00ednstares I, II, III, IV e V tiveram dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 2,0; 2,0; 2,5; 3,0 e 3,0 dias, respectivamente. Estudos da biologia dessa cigarrinha em temperaturas variando de 10 a 32\u00baC, apresenta cinco \u00ednstares com dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia variando de 23,0 (10\u00baC) a 3,2 dias (32\u00baC).\u00a0<\/span><\/p>\n
Os adultos da cigarrinha do milho<\/span>\u00a0medem cerca de 3 mm de comprimento e s\u00e3o de colora\u00e7\u00e3o palha, podendo apresentar colora\u00e7\u00e3o mais escura nas regi\u00f5es geogr\u00e1ficas altas e em tons claros com manchas em baixas altitudes. <\/span><\/p>\n
A longevidade m\u00e9dia dos adultos \u00e9 de 16,3 dias para machos e de 42,1 dias para f\u00eameas<\/strong> a 23,4\u00baC e 83% de UR. Entretanto, essa longevidade varia em fun\u00e7\u00e3o da temperatura, atingindo 66,6 dias a 10\u00baC e 15,7 dias a 32,2\u00baC. O per\u00edodo de pr\u00e9-oviposi\u00e7\u00e3o \u00e9 de 8,5 dias, o de oviposi\u00e7\u00e3o de 29,6 dias e a fecundidade m\u00e9dia \u00e9 de 128,7 ovos\/f\u00eamea.\u00a0<\/span><\/p>\n
A utiliza\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos com resist\u00eancia gen\u00e9tica, apresenta-se como um importante m\u00e9todo de controle de pragas e doen\u00e7as virais na cultura do milho.<\/strong> Caracter\u00edsticas f\u00edsicas, morfol\u00f3gicas e\/ou qu\u00edmicas das plantas podem alterar o comportamento dos insetos ou interferir na sua biologia, dando prote\u00e7\u00e3o \u00e0s plantas permitindo a sele\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos resistentes. <\/span><\/p>\n
A cigarrinha do milho (<\/span>Dalbulus maidis)<\/span><\/i> \u00e9 a principal transmissora de doen\u00e7as conhecidas como os enfezamentos e a virose do raiado fino, provocando perdas de at\u00e9 90% no milho cultivado<\/strong> em algumas regi\u00f5es.<\/span><\/p>\n
V\u00edrus do raiado fino (MRFV-<\/span>maize rayado fino v\u00edrus<\/span><\/i>) (CULTIVAR)<\/span><\/span><\/p>\n
A infesta\u00e7\u00e3o da cigarrinha de milho<\/span>\u00a0<\/span><\/i>\u00e9 influenciada pelo h\u00edbrido de milho plantado, havendo materiais que podem apresentar maior ou menor infesta\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n
A severidade fitossanit\u00e1ria demonstrou ser crescente em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero de cigarrinhas\/plantas, havendo h\u00edbrido que demonstraram maior ou menor suscetibilidade. <\/span><\/p>\n
A intensidade da infesta\u00e7\u00e3o por cigarrinhas no milho influenciou diretamente a severidade fitossanit\u00e1ria de forma que o aumento do n\u00famero de cigarrinhas proporcionou maior severidade com reflexo nos par\u00e2metros produtivos.<\/span><\/p>\n
A ado\u00e7\u00e3o do manejo integrado de pragas deve se considerados aspectos como a elimina\u00e7\u00e3o de hospedeiros, defini\u00e7\u00e3o de \u00e9pocas de semeadura, controle biol\u00f3gico<\/strong><\/a> e controle qu\u00edmico. <\/span><\/p>\n
Enfezamento do milho (EMBRAPA)<\/span><\/p>\n
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